É sabido que a população mundial está envelhecendo, e este fato é fácil de observar em diversos países do mundo, especialmente nas nações desenvolvidas. Nos Estados Unidos, em 1996, os idosos constituíam mais de 13% da população; em 2030, tal população irá praticamente dobrar. 
   A principal teoria para o envelhecimento é a que se baseia na oxidação de moléculas biológicas por radicais livres. A teoria proposta desde 1956 por Harman acredita que envelhecer envolve várias formas de danos ao DNA, células, tecidos e órgãos, promovidos por espécies reativas de oxigênio oriundas da respiração aeróbia. E, realmente, muitos estudos comprovam que a produção excessiva de EROs está presente em idosos e que muitas doenças crônicas advêm dessa excessiva produção de radicais livres, bem como de metabólitos de reações de oxido-redução.
   Um dos maiores processos que reduz o impacto de dano oxidativo é a função e ação de antioxidantes. Defesas antioxidantes incluem: enzimas que removem os radicais livres, incluindo a superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx); proteínas (metalotioneínas) que diminuem a disponibilidade de pró-oxidantes como o ferro; e os compostos nutrientes e não-nutrientes do sistema antioxidante exógeno, como as vitaminas E, C, os carotenóides e os compostos fenólicos. É importante lembrar que o sistema antioxidante enzimático também depende de nutrientes agindo como cofatores, como o zinco e o cobre na ação da SOD citoplasmática, o manganês na ação da SOD mitocondrial, o ferro como componente estrutural da CAT e o selênio na ação da GPx.
   O processo do envelhecimento está intimamente associado à inflamação. A veracidade desta afirmativa foi reforçada, principalmente, quando diversos estudos começaram a evidenciar que todas as doenças crônicas não transmissíveis estão relacionadas à presença aumentada de mediadores inflamatórios Um dos fatores mais relacionados à inflamação é a adiposidade central, e possivelmente é por essa razão que o envelhecimento de mamíferos pode ser em parte regulado pelo armazenamento central de gordura.
   Além da adiposidade, a dieta ocidental também favorece a inflamação pelo seu elevado teor de gorduras saturadas, trans, carboidratos simples e refinados, laticínios, carnes, além da insuficiente presença de frutas, hortaliças, cereais integrais, sementes, oleaginosas, leguminosas, ácidos graxos essenciais e peixes.
   A seguir apresentamos um exemplo de cardápio contendo alimentos fonte de todos os nutrientes e compostos bioativos anti-aging:
   Apesar de a linha de pesquisa anti-aging ser muito nova, a Nutrição é capaz de modular as causas do envelhecimento, com a oferta de uma dieta rica em antioxidantes e alimentos antiinflamatórios, aliada a uma sutil restrição calórica, além dos compostos bioativos que mimetizam a ação da privação energética – como o resveratrol.
    A partir da aplicação de tais condutas, juntamente com a realização de exames preventivos e mudanças de estilo de vida (prática regular de atividade física, boa qualidade de sono, equilíbrio mental e espiritual), muitas pessoas de meiaidade ou que estão no início da idade adulta poderão ser beneficiadas, visando o aumento considerável de centenários com saúde e qualidade de vida.