A base da saúde está nos hábitos de vida e, principalmente, na alimentação. Tem-se que uma dieta balanceada, contendo carboidratos complexos (integrais), proteínas e gorduras saudáveis, juntamente com a ingestão de verduras, frutas e legumes é vista como uma garantia de qualidade de vida.
    Mas será mesmo que só o consumo equilibrado de vegetais e carnes é o suficiente? As divergências surgem ao analisar o modo de plantio de frutas, verduras e legumes e os cuidados oferecidos aos animais de abate.
Infelizmente, o mundo capitalista em que se vive hoje objetiva o aumento da produtividade e do lucro, sem se preocupar com o meio ambiente, com o consumidor e com os trabalhadores. Os agrotóxicos, por exemplo, conquistaram, a partir da 2° Guerra Mundial, o mercado mundial com a promessa de aumentar a produção agrícola e os lucros dos produtores. E, se por um lado eles matam as pragas e eliminam as doenças que causam danos às plantações, por outro eles prejudicam a saúde dos seres humanos e comprometem o meio ambiente.
   Segundo a United States Department of Agriculture (USDA), os organososforados, agrotóxicos usados no plantio, desenvolvem efeitos negativos ao sistema nervoso dos seres vivos. Estudos realizados pelo professor Dr. Igor Vassilief, da Universidade Estadual São Paulo, concluiu que a ingestão excessiva de agroquímicos (agrotóxicos) causa distúrbios gastrointestinais e cardiovasculares, além de alterações motoras, visuais, auditivas e formigamento, devido aos impulsos nervosos que são comprometidos pelas substâncias químicas prejudiciais encontradas nos alimentos de plantio convencional. Uma pesquisa, realizada pela Universidade de Brasília, descobriu que o arroz, o feijão, o tomate e as frutas cítricas, principais alimentos dos brasileiros, recebiam uma carga de pesticidas acima das consideradas seguras por lei. Aproximadamente 20 dos agrotóxicos contidos nesses alimentos, somente 6 eram permitidos ao uso agrícola.
   A Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) constatou que lideram o ranking da alta concentração de pesticidas: o morango, o tomate, a batata, o mamão, a alface, a banana, a maçã e o pimentão. Todos os demais alimentos, no entanto, não podem ser esquecidos: se cultivados na agricultura convencional, estão expostos a cargas consideráveis de venenos.
   Depois de ler os dizeres acima, aparecem diversas perguntas e entre elas: “O que vou comer se até os vegetais podem prejudicar minha saúde?”
  A AGRICULTURA ORGÂNICA, com o propósito da sustentabilidade natural, sem prejudicar os recursos naturais (solo, água, plantas, animais, microorganismos, as pessoas, etc.) e valorizar os animais e as plantas da natureza, tem se destacado nas últimas décadas.
   Os alimentos produzidos por ela, os orgânicos, são cultivados de maneira simples, natural, respeitando a Natureza. Eles não recebem agrotóxicos e nenhuma outra substância sintética que contamina o alimento e o meio ambiente. Por não possuírem substâncias químicas nocivas, purificam o sangue, resultando na manutenção da saúde.
O modelo orgânico vai além do plantio de vegetais. O cuidado com o desenvolvimento de produtos de origem animal, como carnes, ovos, leites e derivados é uma outra preocupação desta modalidade. O animal criado dentro do conceito orgânico vive solto no pasto, ingere alimentação natural, não recebe hormônios sintéticos que fazem desenvolverem-se em curto período de tempo, é abatido de forma que não seja exposto ao sofrimento, entre outros.
   Para saber se o produto é orgânico, o governo criou um sistema oficial de controle de produção, no qual os produtos verdadeiramente orgânicos recebem um selo em seu rótulo (vide abaixo os existentes), de forma a serem facilmente identificados e garantirem ao consumidor final a certeza de comprar um produto de qualidade orgânica.
   Abaixo estão os principais selos de certificação. 
   Para receber o nome de orgânico, o rótulo o produto deve conter 95% de ingredientes orgânicos. Produtos com mais de 5% de ingredientes não são orgânicos, e, portanto, só podem ser chamados de produtos com ingredientes orgânicos. Estas informações são obrigatórias nos rótulos dos alimentos. 
   Ao comprar produtos orgânicos nos pontos de vendas, deve-se ter atenção ao armazenamento dos mesmos. Se misturados com alimentos convencionais, eles podem ser contaminados.
Apesar do custo dos alimentos orgânicos ainda ser um pouco mais elevado que os convencionais, a tendência, com o aumento do consumo e da produção, é baixar.
   É importante ressaltar que a Agricultura Natural, muito parecida com a orgânica, mas com alguns aspectos diferentes, foi criada no Japão em 1935, por Mokiti Okada. Possui uma filosofia bela e profunda, que preconiza a busca da harmonia, da saúde e da prosperidade entre os seres vivos como conservação do ambiente natural e respeito às suas Leis Naturais. Mokiti Okada propõe em sua filosofia reciclar os recursos naturais para enriquecer o solo e fazê-lo emanar sua força, protegendo assim os mananciais de água, criando uma corrente sadia que vai do solo e da água às plantas, aos animais e aos seres humanos.  A agricultura natural não utiliza adubos químicos, somente compostos vegetais (folhas e capins secos), que se formam de maneira natural.  
Vantagens de Consumir Produtos Orgânicos
– Não possui substâncias cancerígenas, como os agrotóxicos.
– Os produtos orgânicos de origem animal são livres de hormônios sintéticos.
– Contribui na manutenção da saúde de quem consome.
– Sabor e odor atraente.
– Elevado valor nutricional.
– Maior durabilidade.
– Contribui para a preservação do meio ambiente, evitando a contaminação da água, do solo e vegetação.
– Auxilia de maneira positiva na saúde do produtor rural, seus colaboradores e de sua família. Além de valorização da mão de obra 
Consulte o Nutricionista!