Resultado diz ainda que combinado com exercícios físicos de resistência a bebida ajuda no aumento da massa magra.
     O consumo de certos alimentos funcionais, que produzem efeitos metabólicos, fisiológicos e benéficos à saúde, pode funcionar como coadjuvante do controle de peso. Enquanto alguns desses alimentos são capazes de promover saciedade, caso das fibras, outros possuem ação termogênica e podem aumentar a oxidação de gorduras.
     Um estudo clínico realizado por Gabrielle Aparecida Cardoso, aluna de pós-graduação de Ciência e Tecnologia dos Alimentos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), comprovou que o consumo do chá verde, que possui ação termogênica e aumenta a oxidação de gorduras, é um importante aliado para a perda de peso, comprovando que o estilo de vida saudável continua sendo o principal aliado contra esse mal.
     A pesquisa, orientada pela professora Jocelem Mastrodi Salgado, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), comparou a taxa metabólica de mulheres com sobrepeso e obesidade grau I, pré e pós consumo de chá verde aliado ou não à prática de exercício físico resistido e avaliou a aceitabilidade da bebida, bem como possíveis reações adversas causadas pelo seu consumo.
     O ensaio clínico duplo-cego e controlado por placebo envolveu 40 mulheres com índice de massa corporal entre 25 a 35 kg/m2 e faixa etária entre 20 e 40 anos.
     A bebida analisada durante todo o estudo foi o chá verde solúvel da Sanavita®, indústria especializada no desenvolvimento de alimentos para fins especiais e funcionais. A opção por esse produto foi baseada em três fatores, dois dos quais ajudaram na adesão ao estudo, como a facilidade de preparo (pó solúvel em água – preparo instantâneo) e sabor agradável, uma vez que o produto é aromatizado e adoçado com sucralose. O terceiro fator de escolha foi o conteúdo de polifenóis, em média 160mg/porção.
     As voluntárias foram divididas em quatro grupos e durante dois meses seguiram o protocolo de pesquisa. As mulheres do grupo 1 e grupo 2 tomaram chá verde solúvel ou placebo, respectivamente, e não realizaram nenhum tipo de atividade física. Já as voluntárias do grupo 3 e grupo 4 tomaram chá verde solúvel ou placebo, respectivamente, combinados com exercícios físicos de resistência. Tanto o chá verde solúvel como o placebo foram consumidos duas vezes ao dia.
     Os resultados mostraram que as mulheres do grupo 1 perderam uma quantidade de peso relevante para o período do estudo (5,7 kg em média) com manutenção da massa magra. O grupo 2, que utilizou somente placebo, não perdeu peso, ganhou massa gorda e perdeu massa magra. Já o grupo 3, que consumiu chá verde solúvel associado a exercícios físicos de resistência, teve sua composição corporal modificada apresentando maior perda de gordura, maior ganho de massa muscular, maior aumento da força muscular e redução dos níveis de triglicérides superiores aos apresentados pelo grupo 4.
     Além de proporcionar uma mudança na composição corporal, o consumo do chá verde Sanavita®, aliado aos exercícios, auxiliou na utilização da gordura corporal como fonte de energia e no aumento da massa magra. “O aumento da força muscular é maior quando o chá verde é consumido antes da prática dos exercícios propostos”, explica Gabrielle Cardoso.
     Segundo a pesquisa, o chá verde é a segunda bebida mais consumida no mundo e contém grande quantidade de compostos que proporcionam uma série de benefícios à saúde. “Além de ser um importante aliado na luta contra a perda de peso, estudos estão mostrando que as substâncias antioxidantes encontradas nessa bebida são capazes de reduzir o risco de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer, por exemplo, além de apresentarem um efeito protetor contra a radiação ultravioleta, a principal inimiga do envelhecimento”, complementa doutora Andrea Dario Frias, PhD em nutrição e Coordenadora do Centro de Pesquisa Sanavita.
     A pesquisa ainda reforça que a ingestão do chá verde também suprime a utilização de carboidrato, que gera aumento na quantidade de glicogênio no músculo, auxiliando o aumento da resistência na corrida, e por ter menos lactato, há uma maior disposição física para continuar o exercício físico.